{"id":10871,"date":"2018-01-14T15:44:26","date_gmt":"2018-01-14T15:44:26","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=10871"},"modified":"2018-01-14T15:44:26","modified_gmt":"2018-01-14T15:44:26","slug":"precos-de-produtos-e-servicos-consumidos-no-verao-caem-135","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/precos-de-produtos-e-servicos-consumidos-no-verao-caem-135\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7os de produtos e servi\u00e7os consumidos no ver\u00e3o caem 1,35%"},"content":{"rendered":"<p>Os pre\u00e7os dos produtos e servi\u00e7os mais consumidos no ver\u00e3o ca\u00edram 1,35% entre janeiro e dezembro de 2017. No mesmo per\u00edodo, o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (IPC-FGV) subiu 3,23%. O economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV e coordenador do IPC, Andr\u00e9 Braz, explicou que a queda nesses pre\u00e7os foi influenciada pelos alimentos in natura, que mostraram retra\u00e7\u00e3o substantiva, em especial frutas (-15,59%). \u201cIsso favoreceu muito essa infla\u00e7\u00e3o um pouco mais baixa\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, alguns servi\u00e7os que s\u00e3o muito demandados nesta \u00e9poca n\u00e3o subiram tanto. \u201cAt\u00e9 comer fora de casa est\u00e1 com uma infla\u00e7\u00e3o relativamente mais baixa do que se via no ver\u00e3o passado. Isso tem a ver um pouco com o comportamento dos alimentos e insumos para a prepara\u00e7\u00e3o dos pratos e, tamb\u00e9m, com a recess\u00e3o, o desemprego que ela trouxe e o impacto que causou no or\u00e7amento das fam\u00edlias\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, cervejas e refrigerantes e \u00e1gua subiram, respectivamente, 2,28% e 1,39%, mas ficaram abaixo da infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo. Os maiores aumentos foram observados em excurs\u00e3o e tour (6,47%), cafezinho (6,53%), sucos de frutas fora de casa (5,69%), bebidas de soja (5,40%) e chopes (5,11%). Em contrapartida, ca\u00edram os pre\u00e7os de passagens a\u00e9reas (9,56%), protetores solares (6,15%) e hot\u00e9is (4,21%).<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao aumento do cafezinho, Andr\u00e9 Braz lembrou que o pre\u00e7o sofre a influ\u00eancia da sazonalidade do produto, cuja oferta diminui de dois em dois anos, com a \u00e9poca da florada.  Al\u00e9m disso, o pre\u00e7o da bebida \u00e9 inflado pela energia el\u00e9trica, cuja tarifa subiu no ano passado mais de 9%, ou pelo botij\u00e3o de g\u00e1s, que tamb\u00e9m se elevou em torno de 10%. A isso se somam o valor dos alugu\u00e9is e os sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios. \u201cToda essa estrutura de custos, associada a um ano de menor oferta de caf\u00e9, d\u00e1 espa\u00e7o para esse aumento\u201d.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Braz alertou que quem for \u00e0 praia ou passear para curtir um dia ensolarado pode encontrar pre\u00e7os diferenciados, uma vez que o levantamento fez a leitura dos \u00faltimos 12 meses,  mas nada impede que ao longo do ver\u00e3o haja um aumento sazonal de pre\u00e7o. \u201cAquele aumento que sobe porque a gente est\u00e1 vendo mais pessoas no parque ou na praia e depois ele volta \u00e0 normalidade\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Lazer<\/p>\n<p>A alta de pre\u00e7os no auge do ver\u00e3o est\u00e1 relacionada ao lazer, que incentiva eleva\u00e7\u00f5es de \u00faltima hora, explicou o economista do Ibre. A \u00e1gua de coco, por exemplo, \u00e9 um dos itens que costumam subir bastante de pre\u00e7o na esta\u00e7\u00e3o do ver\u00e3o. Segundo Braz, \u00e9 preciso pensar que o pre\u00e7o da \u00e1gua embute o servi\u00e7o que est\u00e1 por tr\u00e1s do produto.<\/p>\n<p>\u201cQuando a gente est\u00e1 na praia \u00e9 um mega conforto tomar um coco gelado. Mas ele precisou de gelo para estar naquela temperatura mais agrad\u00e1vel, precisou que algu\u00e9m o transportasse at\u00e9 ali. Ent\u00e3o, \u00e9 mais o servi\u00e7o do que propriamente o valor da \u00e1gua que encarece o produto nesta \u00e9poca do ano\u201d. Tudo fica mais caro no ver\u00e3o porque todo mundo est\u00e1 procurando esse produto ou servi\u00e7o, indicou.<\/p>\n<p>A sugest\u00e3o dada pelo economista \u00e9 que cada amigo leve um item de consumo para a praia para reduzir o gasto e divida com os demais integrantes do grupo. \u00c9 uma sa\u00edda para n\u00e3o gastar muito. \u201cE quando voc\u00ea reduz o consumo na praia, estimula o com\u00e9rcio a se ajustar a um pre\u00e7o mais favor\u00e1vel ao consumidor. A\u00ed, todo mundo fica feliz. A resposta quem tem que dar \u00e9 o consumidor\u201d, disse.<\/p>\n<p>Eletrodom\u00e9sticos<\/p>\n<p>A pesquisa revela ainda aumento discreto de eletrodom\u00e9sticos muito usados na \u00e9poca do ver\u00e3o. Entre eles, ventilador e circulador de ar (0,68%), ar-condicionado (1,67%) e geladeira e freezer (1,74%), abaixo da infla\u00e7\u00e3o de 3,23% medida pelo IPC-FGV. Andr\u00e9 Braz acentuou que, se a compra desses itens for \u00e0 vista, o desconto pode tornar o produto ainda mais barato.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Amanda Cieglinski<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pre\u00e7os dos produtos e servi\u00e7os mais consumidos no ver\u00e3o ca\u00edram 1,35% entre janeiro e dezembro de 2017. No mesmo per\u00edodo, o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (IPC-FGV) subiu 3,23%. 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