{"id":10706,"date":"2018-01-13T02:54:32","date_gmt":"2018-01-13T02:54:32","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=10706"},"modified":"2018-01-13T02:54:32","modified_gmt":"2018-01-13T02:54:32","slug":"jihadistas-e-rebeldes-fazem-resistencia-feroz-a-forcas-do-regime-sirio-em-idlib","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/jihadistas-e-rebeldes-fazem-resistencia-feroz-a-forcas-do-regime-sirio-em-idlib\/","title":{"rendered":"Jihadistas e rebeldes fazem resist\u00eancia feroz a for\u00e7as do regime s\u00edrio em Idlib"},"content":{"rendered":"<p>Os jihadistas s\u00edrios mostraram nesta quinta-feira (11) uma forte resist\u00eancia \u00e0s for\u00e7as do regime, que tentam retomar o controle de uma base militar estrat\u00e9gica na prov\u00edncia de Idlib, no noroeste do pa\u00eds em guerra.<\/p>\n<p>Milhares de pessoas fugiram, desde o come\u00e7o de dezembro, por causa dos combates na regi\u00e3o, onde o regime avan\u00e7a em uma ofensiva lan\u00e7ada em 25 de dezembro.<\/p>\n<p>No sudeste de Idlib est\u00e1 o aeroporto militar de Abu Duhur. As tropas do presidente Bashar Al Assad conseguiram entrar ali na noite de quarta, com apoio crucial da avia\u00e7\u00e3o s\u00edria e de seu aliado russo.<\/p>\n<p>O aeroporto est\u00e1 sob controle do Hayat Tahrir al-Sham, um grupo jihadista dominado pela ex-fac\u00e7\u00e3o da Al-Qaeda na S\u00edria.<\/p>\n<p>Este aeroporto \u00e9 de import\u00e2ncia estrat\u00e9gica para as autoridades s\u00edrias: recuperar seu controle permitir\u00e1 que tenha uma base militar na prov\u00edncia &#8211; a \u00fanica que ainda n\u00e3o controla totalmente.<\/p>\n<p>Mas depois de entrar no aeroporto, localizado no sudeste da prov\u00edncia, as for\u00e7as governamentais enfrentam a resist\u00eancia feroz dos jihadistas e rebeldes islamitas, de acordo com o Observat\u00f3rio S\u00edrio para os Direitos Humanos (OSDH).<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 desta quinta-feira, Hayat Tahrir al-Sham e seus aliados tamb\u00e9m lan\u00e7aram uma ofensiva contra as bases de retaguarda das for\u00e7as do regime, dezenas de quil\u00f4metros ao sul do aeroporto, de acordo com o diretor da OSDH, Rami Abdel Rahman.<\/p>\n<p>&#8211; Deslocados e sem-teto &#8211;<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o no sudeste da Idlib, com apoio a\u00e9reo de seu aliado russo, foi lan\u00e7ada em 25 de dezembro para reconquistar o sudeste de Idlib.<\/p>\n<p>Ela foi realizada juntamente com outra opera\u00e7\u00e3o na prov\u00edncia vizinha de Hama e permitiu que o regime retomasse dezenas de aldeias e localidades, de acordo com o OSDH.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos combates na base, deixaram 26 mortos entre jihadistas e 15 entre os combatentes do regime, segundo a mesma fonte.<\/p>\n<p>Cerca de 96 civis, incluindo 27 crian\u00e7as, morreram desde 25 de dezembro nos ataques a\u00e9reos do regime s\u00edrio ou da R\u00fassia em Idlib, de acordo com o OSDH.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 conquistar o sudesta da prov\u00edncia, onde est\u00e3o presentes grupos rebeldes, para proteger uma estrada que liga Aleppo, a segunda maior cidade do pa\u00eds, at\u00e9 a capital Damasco.<\/p>\n<p>O regime perdeu o controle do aeroporto no final de 2015, ap\u00f3s um cerco de dois anos imposto pelos jihadistas. Desde ent\u00e3o, sua presen\u00e7a na prov\u00edncia se limitava a duas aldeias xiitas, Fua e Kafraya.<\/p>\n<p>Alguns grupos rebeldes mant\u00eam uma presen\u00e7a em Idlib e, apesar das diferen\u00e7as com os jihadistas, uniram for\u00e7as para lutar contra as for\u00e7as de Bashar al-Assad.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia provocou um deslocamento importante da popula\u00e7\u00e3o: desde o in\u00edcio de dezembro, quase 100 mil pessoas fugiram dos combates, segundo o Escrit\u00f3rio de Assuntos Humanit\u00e1rios das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<p>Muitos (deslocados) est\u00e3o desabrigados, o que poderia exp\u00f4-los a muitos riscos, especialmente durante o inverno, advertiu a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel da ONU para assuntos humanit\u00e1rios, Mark Lowcock, conclui nesta quinta-feira uma visita \u00e0 S\u00edria e se disse profundamente preocupado com o destino dos civis na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; Irrita\u00e7\u00e3o em Ancara &#8211;<\/p>\n<p>As pessoas deslocadas com frequ\u00eancia se instalam em barracas de campanha improvisadas, ou at\u00e9 em casas abandonadas ou em constru\u00e7\u00e3o, segundo a ONG International Rescue Committee.<\/p>\n<p>A guerra na S\u00edria deixou mais de 340 mil mortos desde 2011 e provocou uma grave crise humanit\u00e1ria, com milh\u00f5es de deslocados e refugiados.<\/p>\n<p>Na fronteira com a Turquia, Idlib \u00e9 uma das quatro zonas de distens\u00e3o decididas pelos patrocinadores internacionais dos beligerantes para obter um cessar-fogo em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>A ofensiva do regime irritou a Turquia, que apoia os rebeldes, e que na quarta-feira instou R\u00fassia e Ir\u00e3, aliados de Assad, a assumir suas responsabilidades e interromper a opera\u00e7\u00e3o em andamento.<\/p>\n<p>Precisam deter o regime, declarou o ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores turco, Mevl\u00fct Cavusoglu. N\u00e3o se trata de um simples ataque a\u00e9reo, o regime tem outras inten\u00e7\u00f5es e est\u00e1 avan\u00e7ando em Idlib, insistiu.<\/p>\n<p>As autoridades turcas convocaram os embaixadores da R\u00fassia e do Ir\u00e3 a Ancara para comunicar seu embara\u00e7o diante da ofensiva.<\/p>\n<p>As tens\u00f5es lan\u00e7aram uma nuvem de incerteza sobre o encontro que o presidente russo, Vladimir Putin, espera realizar nos dias 29 e 30 de janeiro em Sochi para encontrar uma sa\u00edda para o conflito s\u00edrio que j\u00e1 custou mais de 340 mil vidas desde 2011.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os jihadistas s\u00edrios mostraram nesta quinta-feira (11) uma forte resist\u00eancia \u00e0s for\u00e7as do regime, que tentam retomar o controle de uma base militar estrat\u00e9gica na prov\u00edncia de Idlib, no noroeste do pa\u00eds em guerra. 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