{"id":10381,"date":"2018-01-12T22:03:43","date_gmt":"2018-01-12T22:03:43","guid":{"rendered":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/?p=10381"},"modified":"2018-01-12T22:03:43","modified_gmt":"2018-01-12T22:03:43","slug":"deflacao-dos-alimentos-fez-inflacao-ficar-abaixo-do-piso-da-meta-diz-goldfajn","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goiasemtempo.com.br\/home\/deflacao-dos-alimentos-fez-inflacao-ficar-abaixo-do-piso-da-meta-diz-goldfajn\/","title":{"rendered":"Defla\u00e7\u00e3o dos alimentos fez infla\u00e7\u00e3o ficar abaixo do piso da meta, diz Goldfajn"},"content":{"rendered":"<p>A maior queda no pre\u00e7o dos alimentos em quase 30 anos foi a principal respons\u00e1vel pela infla\u00e7\u00e3o oficial pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) ter fechado 2017 abaixo do piso da meta pela primeira vez na hist\u00f3ria, informou, h\u00e1 pouco, o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn. Em carta aberta para explicar o descumprimento do intervalo m\u00ednimo da meta, Goldfajn diz que o Banco Central foi surpreendido pelo comportamento dos pre\u00e7os dos alimentos no domic\u00edlio.<\/p>\n<p>Nesta quarta-feira (10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) informou que o IPCA encerrou o ano passado em 2,95%, abaixo do piso de 3%. Para 2017, o Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN) tinha fixado a meta de infla\u00e7\u00e3o em 4,5%, com toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual, o que permitiria ao \u00edndice fechar num intervalo entre 3% e 6% sem acarretar o descumprimento da meta.<\/p>\n<p>\u201cEm 2017, a revers\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os dos alimentos no domic\u00edlio foi maior do que o previsto, tanto pelo Copom [Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria] quanto pelos analistas do mercado\u201d, destaca Goldfajn na carta. Esta foi a primeira vez que a infla\u00e7\u00e3o ficou abaixo do piso do sistema de metas desde a cria\u00e7\u00e3o do sistema, em 1999.<\/p>\n<p>Segundo o Banco Central, a infla\u00e7\u00e3o do subgrupo alimenta\u00e7\u00e3o no domic\u00edlio fechou 2017 com defla\u00e7\u00e3o (recuo de pre\u00e7os) de 4,85%, a maior para esses itens desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica do IPCA, em 1989. Ao excluir os alimentos, o \u00edndice teria encerrado o ano passado em 4,54%, pr\u00f3ximo do centro da meta.<\/p>\n<p>Fatores externos<\/p>\n<p>O presidente do Banco Central classificou de excepcional o comportamento dos pre\u00e7os dos alimentos em 2017. Segundo Goldfajn, a forte retra\u00e7\u00e3o decorreu de fatores fora do controle da pol\u00edtica monet\u00e1ria, como as safras recordes, que elevaram a oferta de alimentos no mercado interno. Para Goldfajn, a autoridade monet\u00e1ria n\u00e3o cortou mais os juros para compensar a queda nos pre\u00e7os dos alimentos porque n\u00e3o cabe a ela reagir a eventos externos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o cabe inflacionar os pre\u00e7os da economia sobre os quais a pol\u00edtica monet\u00e1ria tem mais controle para compensar choques nos pre\u00e7os dos alimentos. A pol\u00edtica monet\u00e1ria deve combater o impacto dos choques nos outros pre\u00e7os da economia (os chamados efeitos secund\u00e1rios), de modo a buscar a converg\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o para a meta\u201d, destacou o documento.<\/p>\n<p>Evolu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Para 2018, o BC informou que continuar\u00e1 a nivelar a taxa Selic (juros b\u00e1sicos da economia) para cumprir as metas de infla\u00e7\u00e3o estabelecidas pelo CMN. Para este ano, a meta para o IPCA tamb\u00e9m est\u00e1 em 4,5%, podendo oscilar entre 3% e 6%. Atualmente, a Selic est\u00e1 em 7% ao ano, no menor n\u00edvel da hist\u00f3ria. Ele lembrou que, desde o fim do ano passado, o IPCA voltou a aumentar para convergir em dire\u00e7\u00e3o ao centro da meta.<\/p>\n<p>\u201cA infla\u00e7\u00e3o j\u00e1 se encontra em trajet\u00f3ria em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 meta em 2018. No acumulado em 12 meses, a infla\u00e7\u00e3o, ao final de 2017, aumentou 0,49 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00ednimo de 2,46% observado em agosto do mesmo ano\u201d, destacou Goldfajn na carta. Ele ressaltou que o Relat\u00f3rio de Infla\u00e7\u00e3o do BC, divulgado a cada tr\u00eas meses, estima que a infla\u00e7\u00e3o fechar\u00e1 2018 e 2019 em 4,2%. O relat\u00f3rio foi divulgado pela \u00faltima vez em dezembro.<\/p>\n<p>Pela legisla\u00e7\u00e3o, toda vez que a infla\u00e7\u00e3o fecha um ano abaixo do piso ou estourando o teto da meta, o presidente do BC \u00e9 obrigado a escrever uma carta aberta explicando os motivos que levaram ao descumprimento. A \u00faltima vez em que uma carta do tipo foi divulgada tinha sido em 2015, quando o \u00edndice oficial fechou o ano em 10,67%, acima do teto de 6,5% estabelecido para aquele ano.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: N\u00e1dia Franco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maior queda no pre\u00e7o dos alimentos em quase 30 anos foi a principal respons\u00e1vel pela infla\u00e7\u00e3o oficial pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA) ter fechado 2017 abaixo do piso da meta pela primeira vez na hist\u00f3ria, informou, h\u00e1 pouco, o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn. 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