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Justiça decreta prisão de empresário em Anápolis no caso “Fábio Escobar”

Medida tem caráter preventivo e foi decretada no âmbito da investigação sobre execução que aconteceu em 2021

A Justiça decretou nesta quinta-feira (16) a prisão de Carlos César Savastano Toledo, conhecido como Cacai. Ele é empresário e também já esteve no comando de partido político da cidade. O mandado tem caráter preventivo e foi expedido no âmbito da investigação da morte do empresário Fábio Escobar, em 2021.

A ordem foi exarada pela 1ª Vara Criminal de Anápolis e já aparece no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Por ora, no sistema, o mandado ainda tem status de pendente de cumprimento.

Também são alvos do mandado Lauko Olivio de Oliveira, Érick Pereira da Silva, Thiago Marcelino Machado, Adriano Azevedo Souza, Wembleyson de Azevedo Lopes e Rodrigo Moraes Leal.

Cacai Toledo também ocupou o cargo de diretor administrativo da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego), mas foi exonerado em 2020, depois de ser preso numa operação da Polícia Civil que investigou eventuais desvios de recurso na estatal. O caso também o fez deixar a direção de um partido na cidade.

Investigação 

O caso que levou à expedição do mandado de prisão preventiva contra Cacai remonta ao assassinato do empresário Fábio Escobar, há dois anos, numa emboscada em Anápolis.

Em setembro, a Polícia Civil deflagrou a Operação Tesarac, que prendeu dez policiais militares suspeitos de ligação com o crime. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), eles teriam sido responsáveis pela morte de sete pessoas numa forma de ‘queima de arquivo’, para descartar provas ligadas ao assassinato de Escobar.

Nos autos, os promotores responsáveis pela investigação apontam que, inclusive, um dos policiais chegou a plantar uma arma de fogo no local do assassinato de uma das vítimas para atribui-lo a um grupo de amigos, também executado.

A denúncia do MPGO também mostrou movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos deles. Dois dos suspeitos chegaram a girar cerca de R$ 6 milhões num período de quatro anos.

Fábio Escobar foi morto no dia 23 de junho de 2021. À época, ele tomou um táxi para se encontrar com um homem chamado “Fernando” que havia entrado em contato com ele supostamente interessado em vender uma lavanderia, ramo no qual o empresário já atuava.

Todavia, no caminho, Escobar, foi surpreendido por uma emboscada. Logo que deixou o táxi, foi alvejado por quatro disparos de arma de fogo. O laudo pericial aponta que os disparos partiram de dois homens que saíram de um Fiat Uno. Ambos tinham os rostos cobertos por balaclavas.

O empresário chegou a ser socorrido pelo taxista e foi levado ao hospital. Ele, contudo, não resistiu aos ferimentos e morreu logo depois de receber os primeiros atendimentos médicos.

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