Brasil

Pernambuco e Amazonas recebem quase 1 bilhão de verbas extras,Goiás fica com 112 Mi,revela Antagonista

Novatos reclamam de não participarem do sistema

Amazonas e Pernambuco foram os estados mais beneficiados pelo direcionamento de verbas extras do Ministério do Desenvolvimento Regional pelo ‘grupo VIP’ de Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia.

Dos R$ 3,8 bilhões empenhados pela pasta, entre 11 e 31 de dezembro, cerca de R$ 576 milhões foram para o Amazonas, cuja bancada é coordenada pelo senador Omar Aziz (PSD).

O município amazonense mais beneficiado foi Coari, que recebeu R$ 37,7 milhões. O ex-prefeito, Adail Pinheiro, conseguiu eleger seu filho — Adail Filho — na prefeitura em 2016. Pai e filho são próximos do senador Eduardo Braga (MDB), que apoiou a eleição de ambos.

Adail Pinheiro foi preso em 2014 por exploração sexual de crianças e adolescentes e suas condenações somam mais de 57 anos de prisão. Adail Filho também foi preso, em outubro do ano passado, suspeito de participar de um esquema que desviou R$ 100 milhões do municípios. Agora, ele terá R$ 37,7 milhões para pavimentar as ruas da cidade.

Pernambuco recebeu R$ 364 milhões. A bancada pernambucana tem como coordenador Fernando Bezerra (MDB), líder do governo no Senado.

Não por coincidência, o município de Petrolina, que tem como prefeito Miguel Coelho, filho de Bezerra, recebeu a maior fatia: R$ 69,3 milhões. Miguelzinho tenta a reeleição em outubro e usará os recursos direcionados pelo pai para pavimentar ruas da cidade.

Bezerra Coelho também garantiu R$ 42,2 milhões para Jaboatão dos Guararapes, cujo prefeito é o ex-deputado federal Anderson Ferreira, amigo do senador e que também busca mais um mandato local. Pela descrição dos convênios, o dinheiro será usado para asfaltar vias, conter encostas e construir “pátios de feiras”.

Como O Antagonista revelou, a negociação desses convênios com o MDR foi feita diretamente com alguns poucos parlamentares ligados a Alcolumbre e Maia. O tucano Plínio Valério não integra o ‘clube vip’.

No caso do Amazonas, segundo ele, a negociação foi diretamente com Eduardo Braga. “Eu sou senador da República e não estava sabendo disso, fica guardado a sete chaves. É feito com quem já está no sistema há muito tempo. Nós, novatos, somos pegos de surpresa.”

Matéria : O ANTAGONISTA

Por Cézar Feitoza e Diego Amorim

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