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Santa Casa de Anápolis paralisa atendimento,faltam ‘insumos básicos’, diz diretor

O Prefeito de Anápolis Roberto Naves, na noite de segunda-feira, 13/05,o fez um comunicado por meio das redes sociais, informando que esteve discutindo o problema da Santa Casa com o Governador Ronaldo Caiado

A direção da Fundação de Assistência Social e da Santa Casa de Misericórdia de Anápolis, anunciaram na manhã desta terça-feira, 14/05, em entrevista coletiva à imprensa, a paralisação do atendimento no Pronto Socorro da unidade. Essa paralisação é por tempo indeterminado, até que seja encontrada uma solução para o desequilíbrio financeiro ocorrido após a interrupção do convênio com o Estado, que fazia repasses mensais da ordem de R$ 429 mil/mês. O convênio não foi reformado e, desde o começo do ano, portanto, não há o referido repasse, gerando uma ausência de aportes que, somados, chegam a mais de R$ 2 milhões.

Segundo o diretor da Fasa, padre Clayton Bérgamo, há mais de 20 anos o Pronto Socorro da Santa Casa tem operado efetivamente os serviços do Pronto Socorro para Anápolis e região, dentro de uma estrutura desenhada com os aportes de recursos federais e estaduais. Desde o início do ano, mesmo com prejuízo, os serviços vinham sendo mantidos, em razão da necessidade do atendimento que a Santa Casa faz e que é fundamental para a rede de saúde regionalizada do Município.

No entanto, conforme relatou o diretor, a situação se agravou ao ponto de a Santa Casa não ter como sustentar o serviço, inclusive, com a falta de insumos básicos, como a falta de gaze, por exemplo. O serviço de oxigênio também está na iminência de ser cortado, além do atraso na folha de pagamento. Na área de raio-x, os médicos responsáveis em assinar os laudos estão com atraso de 12 meses nos pagamentos, mesmo assim, nenhum laudo deixou de ser emitido. Porém, não está descartada a hipótese de que, devido ao agravamento da situação, o serviço seja, também, paralisado.

O diretor da Fasa lembrou que já foram realizadas cinco reuniões com o secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino, e duas com o governador Caiado, e nessas reuniões, ambos têm demonstrado interesse de que seja encontrada uma solução. Mas, efetivamente, não houve nenhum ato concreto. As tratativas – disse Clayton Bérgamo – continuam com os governos municipal e estadual, para que o problema seja resolvido em curto prazo. E, segundo enfatizou, essa paralisação não objetiva pressionar o Governo, observando que ela é, de fato, resultado de uma situação que se tornou insustentável do ponto de vista financeiro.

Recentemente, a Prefeitura assinou com a Santa Casa, um convênio de R$ 600 mil em seis parcelas de R$ 100 mil, para garantir o funcionamento da UTI pediátrica da Santa Casa, que estava em vias de ter o serviço paralisado.

Salários

O diretor da Santa Casa, Cláudio Campos, informou que a folha de abril está com seis dias de atraso. Ele disse não ter como informar quando a mesma será efetivamente paga e que esforços são feitos para garantir um crédito financeiro. Mas, para isso – explicou – “é preciso que a máquina esteja funcionando”. Quanto a questão dos médicos do Raio-x, ele informou que a dívida mensal é de em torno de R$ 60 mil/mês.

Os diretores da Fasa e da Santa Casa afirmaram, ainda, durante a coletiva, que os recursos do convênio são específicos para custeio e não para saldar dívidas.

Governo

O Prefeito Roberto Naves, na noite de segunda-feira, 13/05, fez um comunicado por meio das redes sociais, informando que esteve discutindo o problema da Santa Casa com o Governador Ronaldo Caiado, juntamente com o Deputado Estadual Amilton Filho. “O Governador está sensível à causa e nos deu a palavra que ainda nesta semana vai assinar o convênio com a Santa casa e iniciar a revisão também dos valores retroativos. É um grande avanço e eu não tenho dúvidas que toda esta situação será resolvida em breve. Não é hora de politizar, é hora de arregaçar as mangas e resolver o problema”, ressaltou Roberto Naves.

Por: Claudios Brito/Contexto.com

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